
Parte da estrutura metálica da marquise de um antigo prédio onde funcionava uma agência da Caixa Econômica Federal desabou na madrugada desta sexta-feira (6), no bairro Aldeota, em Fortaleza. O imóvel fica na Avenida Barão de Studart, próximo ao cruzamento com a Rua Dom Expedito Lopes. Não há registro de pessoas feridas.
A queda ocorreu por volta das 4h30 e atingiu parte da área próxima à calçada e à via pública. Agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) e da Polícia Militar foram acionados para atender à ocorrência e organizar o entorno.
O prédio está desativado desde maio de 2023 e vinha sendo alvo de invasões, depredações e furtos de materiais metálicos. Comerciantes e moradores da região relataram que pessoas entravam frequentemente no imóvel para retirar peças da estrutura.
Na tarde de quinta-feira (5), um dia antes da queda da marquise, pelo menos três homens foram flagrados retirando estruturas metálicas do interior do prédio. Segundo informações do Diário do Nordeste, as ocorrências eram recorrentes e aconteciam até mesmo durante o dia.
Moradores também relataram episódios de insegurança e ameaças nas proximidades do imóvel. A possível relação entre a retirada de materiais e o desabamento, entretanto, ainda depende de investigação das autoridades.
A Defesa Civil de Fortaleza realizou uma vistoria no endereço em 29 de outubro, após receber uma ocorrência relacionada ao risco de desabamento.
Na ocasião, os agentes encontraram o prédio em aparente estado de abandono, sem portas e janelas e com partes da estrutura se desprendendo. O perímetro considerado de risco, próximo à calçada utilizada por pedestres, foi isolado com fita de sinalização.
A Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) informou que o proprietário foi autuado por falta de fechamento e conservação do imóvel. A irregularidade é classificada como infração grave pelo artigo 885 do Código da Cidade, estabelecido pela Lei Complementar nº 270/2019.
O órgão também confirmou que o responsável já havia recebido uma autuação em setembro por irregularidades relacionadas à conservação da calçada.
Em nota, a Caixa Econômica Federal esclareceu que o imóvel foi vendido em dezembro de 2002, por meio da Concorrência Pública nº 4/2002, com escritura pública de compra e venda formalizada.
Segundo o banco, o adquirente não providenciou o registro da propriedade no cartório imobiliário. Diante disso, a instituição informou que está adotando as medidas legais necessárias para regularizar a situação, conforme a Lei nº 14.382/2022.
O caso chama atenção para os riscos provocados pela falta de conservação de imóveis desocupados e para a necessidade de fiscalização de estruturas que oferecem perigo a pedestres, trabalhadores e moradores.
ESTRUTURA Parte de marquise de antiga agência da Caixa desaba na Aldeota, em Fortaleza
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